A Nike SP City Marathon 2026 chega à décima edição com um número que diz muito sobre o que essa prova se tornou: 32.300 inscritos, com as vagas esgotadas antes mesmo de chegar na metade do ano. Desses, 8.300 estão na maratona de 42,2 km. Para quem já correu edições anteriores, há uma novidade que muda o plano para o dia 26 de julho. O Minhocão sai do percurso.
A Iguana Sports anunciou a mudança em 31 de maio de 2026. A saída do elevado Presidente João Goulart não é cosmética. Ela troca um trecho de saída conhecido por outro com perfil diferente, e quem não souber o que está chegando pode sair mais rápido do que deveria nos primeiros quilômetros.
O que muda no percurso
O novo trecho começa assim que os corredores saem da Praça Charles Miller, em frente à Mercado Livre Arena Pacaembu. Em vez de seguir pelo Minhocão, o percurso passa por um traçado similar ao da Corrida Internacional de São Silvestre: Av. Pacaembu, Av. Dr. Abraão Ribeiro, R. Norma Pieruccini Giannotti (virada antes do km 3) e Av. Rudge, chegando ao km 4.
Dali, a subida do Viaduto Engenheiro Orlando Murgel dá acesso à Av. Rio Branco. É o primeiro ponto de esforço real do novo traçado. O restante do percurso, incluindo a Av. 23 de Maio, segue sem alterações. A chegada continua no Jockey Club de São Paulo.
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Por que a organização tirou o Minhocão
Segundo a Iguana Sports, o trecho anterior ao Minhocão era um ponto crítico de fluidez. Com pelotões de diferentes paces saindo entre 5h20 e 6h40, o gargalo de acesso ao elevado criava congestionamento nos primeiros quilômetros, especialmente para os pelotões do meio.
A organização afirma que a mudança não altera o grau de dificuldade geral da prova. O perfil altimétrico é considerado equivalente. O que muda é onde o primeiro esforço acontece: em vez de ser progressivo no plano do Minhocão, ele aparece de forma mais definida na subida do Viaduto Orlando Murgel.
O Viaduto Orlando Murgel: primeiro ponto de atenção
Quem já correu o percurso antigo sabe que os primeiros quilômetros no Minhocão eram relativamente planos. Era um trecho de aquecimento. No novo percurso, a subida do Viaduto Engenheiro Orlando Murgel chega próximo ao km4 e representa o primeiro teste altimétrico da prova.
Isso não é ruim. Mas exige recalibração. Se você tem o hábito de sair rápido nos primeiros quilômetros confiando no plano do elevado, o novo percurso pode te pegar desprevenido. O pico de esforço vem antes.
A Av. 23 de Maio permanece no percurso
Uma das marcas da SP City Marathon fica intacta. A Av. 23 de Maio, com sua descida longa e as rampas características, segue no traçado e continua sendo um dos pontos de definição de pace da prova.
Para veteranos da SP City, isso significa que o segundo tempo de corrida segue com a referência conhecida. O ajuste é apenas na estratégia dos primeiros 5 km.

Como adaptar sua estratégia para o novo traçado
Se você vai correr a SP City 2026 e já tem experiência com o percurso anterior, o ponto de atenção é direto: não saia no ritmo que saía antes. O Viaduto Orlando Murgel aparece antes do km 5 e não é o momento de estar no vermelho.
Algumas referências práticas:
Pelotões A e B (pace abaixo de 5 min/km): planejar os primeiros 3 km entre 5 e 8 segundos por km mais conservador do que o pace-alvo.
Pelotões C, D e E: a subida do viaduto será mais gerenciável em esforço moderado. Não force ritmo antes dela.
Pelotão F e acima de 7 min/km: a mudança é a que menos impacta. O esforço nos primeiros km já é controlado por natureza.
Se quiser conhecer o novo trecho antes da prova, a Nike está realizando treinos oficiais gratuitos desde junho de 2026, abertos inclusive para quem não está inscrito. É a melhor forma de sentir o percurso antes do dia.
Kits, largada e chegada: o essencial
A retirada de kits acontece de 23 a 25 de julho no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, na Fundação Bienal do Ibirapuera. Não deixe para o último dia.
A largada é na Praça Charles Miller, em frente à Mercado Livre Arena Pacaembu, com horários escalonados: PCD às 5h10, elite às 5h15, Pelotão A às 5h20 e sequência até o Pelotão F às 6h40. A chegada é no Jockey Club de São Paulo, pelo Portão 12. O limite de tempo é 6h30 para a maratona e 3h30 para a meia.
O percurso passa por 18 bairros, conta com 15 postos de abastecimento e 12 atrações musicais ao longo do trajeto. Tem Selo Ouro CBAt e certificação World Athletics para quem usa o resultado em classificações.

A SP City Marathon começou em 2017 ajustando o percurso para ganhar fluidez. Em 2026, faz o mesmo. A prova que completa dez anos estreia com Nike no patrocínio e com uma saída diferente das edições anteriores.
Para quem está inscrito: o trabalho de preparação já está feito. O que resta é calibrar os primeiros quilômetros para o novo traçado e chegar no Jockey sabendo que aproveitou bem cada km.
Confira as informações completas sobre a Nike SP City Marathon 2026 no calendário da Corrida 360.